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Soneto VI
por António Lobo de Carvalho

A certa Messalina dos nossos tempos, a quem se pode aplicar o que Juvenal dizia da romana

Essa altiva mulher, cara de borra,
Alta, magra, amarela, tola e feia,
Casada com um ourives que laureia,
Ténue dote comendo à tripa-forra:

Também ninguém duvida que Ihe escorra
Pelas pemas humor de gonorreia;
É tão puta, que diz à boca cheia
Que jamais se acolheu farta de porra:

Se a não fartou do Braga um caralhote
De vinte, nem do Arrobas um caralho
Nem outras porras mil, todas de lote;

Como há-de saciá-la o seu paspalho,
Qus tendo uma barriga como um pote,
Tem piça menor que um dente de alho?

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