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Soneto (N'augusta)
por Augusto dos Anjos

N'augusta solidão dos cemitérios,

Resvalando nas sombras dos ciprestes,

Passam meus sonhos sepultados nestes

Brancos sepulcros, pálidos, funéreos.


São minhas crenças divinais, ardentes

- Alvos fantasmas pelos merencórios

Túmulos tristes, soturnais, silentes,

Hoje rolando nos umbrais marmóreos,


Quando da vida, no eternal soluço,

Eu choro e gemo e triste me debruço

Na laje fria dos meus sonhos pulcros,


Desliza então a lúgubre coorte.

E rompe a orquestra sepulcral da morte,

Quebrando a paz suprema dos sepulcros

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